Livros

2026 | Livro

Da introdução: “Com base no aprofundamento fenomenológico da relação entre realismo e autoria, este livro foca-se em duas tendências poéticas abrangentes que emergem dessa tensão fundamental, e que podem dar-nos pistas para uma compreensão do cinema no seu diálogo com a experiência estética: a persistência e a contingência.”

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2023 | Livro

Da introdução: “Toda a arte busca algum tipo de autenticidade. Podemos reconhecê-la na ficção ou no documentário, na pintura ou na fotografia, na obra abstrata ou figurativa. A autenticidade pode ser acusada no imediatismo da matéria sensível ou na honestidade de uma proposta puramente concetual; pode emanar da aura do objeto singular ou prevalecer no múltiplo e no efémero; ligar-se à exterioridade objetiva ou apelar a uma interioridade fenomenológica (ou até instalar-se no limiar percetivo entre exterior e interior, como no impressionismo); pode ser mimética, resultado de um esforço técnico de minuciosa recriação, ou, pelo contrário, investir no avesso da técnica e da estruturação, enaltecendo o caos, a aleatoriedade ou a passividade do artista, para que este não corrompa a virgindade do real.
A autenticidade aparece implicada na fruição estética de modos diversos, constituindo um dos pilares axiológicos fundamentais do campo artístico. No entanto, o contrato implícito da arte com a autenticidade contrasta radicalmente com a polissemia do último conceito. Como descrever esta autenticidade na sua transversalidade às mais diversas formas de expressão artística? De que modo é que ela opera no processo de validação das diferentes poéticas? Como é que ela se manifesta ao longo de diferentes regimes históricos e o que é que dela resiste às sucessivas revoluções paradigmáticas no mundo da arte? O que é a autenticidade propriamente estética?”

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2020 | Livro

Da introdução: “O tema da memória é recorrente na reflexão contemporânea sobre a arte e a experiência estética. Mais do que um ímpeto revivalista, uma revalorização do antigo, uma hipervalorização do presente (e do seu arquivamento), um distanciamento histórico ou uma nostalgia crónica na era do desencantamento pós-moderno, a atual influência das reflexões sobre a memória nos rumos da arte sugere, acima de tudo, uma cumplicidade profunda – porventura incontornável – entre as noções de temporalidade e de experiência estética.”

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2018 | Livro

Da introdução: “Com a crescente proliferação de registos pessoais, somos colocados no centro de uma discussão ética, estética e política sobre um arquivo da intimidade que reflete a era panótica em que vivemos. Enquanto o arquivo é discutido na sua materialidade e propostas, surgem também questões sobre a imaterialidade na construção da memória e da identidade. Unframing Archives dá continuidade à discussão sobre os limites dos enquadramentos artísticos, como um guia fundamental para um arquivo múltiplo e aberto, para o qual os artistas têm dado um contributo radical.”

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2017 | Livro

Da introdução: “No início do Verão de 2016, decorreu no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto a terceira edição do colóquio Narrativa, Média e Cognição. Ao longo de dois dias, o evento reuniu dezenas de comunicações distribuídas por painéis temáticos, propondo um cruzamento abrangente de áreas que, por vias diversas, chamam a si o problema da narratividade. (…) A riqueza e diversidade dos temas que ocuparam os dois dias do colóquio convidaram à organização do livro que agora se apresenta. Os ensaios aqui reunidos respondem a um convite dirigido aos conferencistas e constituem uma seleção essencial dos conteúdos partilhados nos diversos painéis do colóquio.”

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2016 | Livro

Na análise abrangente da discursividade, os estudos da narrativa ocupam naturalmente um espaço privilegiado. Os conceitos de discursividade e narratividade tendem mesmo a convergir, o que impõe, desde logo, a necessidade de um questionamento renovado sobre a especificidade do discurso propriamente narrativo face a outros discursos. O conceito de narrativa deverá limitar-se ao domínio estrito das poéticas e metodologias narratológicas, tal como elas se manifestam nos mais variados suportes da performatividade e da expressão artística, desde a literatura ao cinema? Ou, pelo contrário, a narratividade deverá assumir-se como um processo fundacional da experiência (no âmbito fenomenológico) e da cultura (nos âmbitos político e epistemológico)? Através de um reenquadramento pós-metafísico da fenomenologia, o autor propõe uma abordagem trans-comunicacional do discurso, assumindo-o como processo geral da formatividade. A partir daqui, desenha-se a hipótese de uma dualidade vocacional do discurso: informativo ou performativo. Enquanto a informatividade se relaciona com um sentido literal do discurso, a performatividade relaciona-se com um sentido narrativo. Esta diversificação do sentido, por seu turno, servirá como base concetual para a problematização e refundação de esferas teóricas que se estendem da antropologia filosófica aos estudos da comunicação.

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2015 | Livro

Da nota de abertura: “A partir da conferência “Deslocações da Intimidade” realizada em 2014, a 4ª edição do Family Film Project realiza o lançamento de um livro homónimo com diversos artigos que atravessam e problematizam o tema da intimidade enquanto centro nevrálgico de exploração do próprio festival.”

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2013 | Livro

Do Sumário: “Esta edição estrutura-se em duas partes. A primeira parte reúne um coleção de textos que abordam a temática familiar de formas diversas, recriando um mapa de problemáticas inesgotáveis e estimulantes. A segunda parte consiste na apresentação do programa que compôs a sessão inaugural do ciclo FFFilm Project.
O FFFilm Project (Family Fiction Film Project) é um ciclo de vídeo e cinema que explora diversas possibilidades em torno da temática família/familiar: documentário ou ficção sobre o íntimo, o pessoal, o privado, registos de família, filmes caseiros, auto-retratos/identidades, paisagens familiares, famílias alternativas, etc. Na era da democratização do uso da imagem, são cada vez mais os objetos produzidos na intimidade e na precariedade dos recursos de produção. Existe uma nova forma de fazer filmes e de contar histórias. Público e privado, ou global ou local, são relações que estão em constante transformação e com enorme impacto no nosso modo de produzir quer criativa quer financeiramente”.

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2000 | Livro

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1995 | Livro

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Artigos e capítulos

2027 | Artigo e Capítulo

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2026 | Artigo e Capítulo

Palavras-chave: Seriedade, subjetividade, jogo, arte, Camp.

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2024 | Artigo e Capítulo

Palavras-chave: Cinema; dimensão óptica; dimensão háptica; corpo; ausência; cinestesia.

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2024 | Artigo e Capítulo

Palavras-chave: diferença, alteridade, subjetividade, realismo, ética, política, experiência estética.

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2023 | Artigo e Capítulo

Palavras-chave: imersividade; diferença; alienação; distanciamento; performatividade; coautoria.

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2023 | Artigo e Capítulo

“Com que é que se parece o real visado pelo trabalho artístico? De que tipo de real falamos quando nos referimos a uma autenticidade ou verdade estética? Em que sentido se fala de autenticidade quando se afirma que a arte trabalha contra a narrativa, o naturalismo figurativo ou a representação? Segundo J. Epstein, “o cinema é verdade, uma história é uma mentira” (1983 [1921], p. 276); Heidegger considera que “no quadro de Van Gogh acontece a verdade” (1992 [1977], p. 44); e G. Deleuze e F. Guattari declaram que “nenhuma arte, nenhuma sensação, alguma vez foram representativas” (1992, p. 170). Se o real é o farol da autenticidade estética, inspirando os realismos da arte e, em particular, a tendência para a ocultação dos traços autorais, então impõe-se a questão sobre o que este movimento implica.”

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2023 | Artigo e Capítulo

Toda a arte busca algum tipo de autenticidade. Podemos reconhecê-la na ficção ou no documentário, na pintura ou na fotografia, na obra abstrata ou figurativa. A autenticidade pode ser acusada no imediatismo da matéria sensível ou na honestidade de uma proposta puramente concetual; pode emanar da aura do objeto singular ou prevalecer no múltiplo e no efémero; ligar-se à exterioridade objetiva ou apelar a uma interioridade fenomenológica (ou até instalar-se no limiar percetivo entre exterior e interior, como no impressionismo); pode ser mimética, resultado de um esforço técnico de minuciosa recriação, ou, pelo contrário, investir no avesso da técnica e da estruturação, enaltecendo o caos, a aleatoriedade ou a passividade do artista, para que este não corrompa a virgindade do real.
A autenticidade aparece implicada na fruição estética de modos diversos, constituindo um dos pilares axiológicos fundamentais do campo artístico. No entanto, o contrato implícito da arte com a autenticidade contrasta radicalmente com a polissemia do último conceito. Como descrever esta autenticidade na sua transversalidade às mais diversas formas de expressão artística? De que modo é que ela opera no processo de validação das diferentes poéticas? Como é que ela se manifesta ao longo de diferentes regimes históricos e o que é que dela resiste às sucessivas revoluções paradigmáticas no mundo da arte? O que é a autenticidade propriamente estética?

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2023 | Artigo e Capítulo

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2021 | Artigo e Capítulo

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2020 | Artigo e Capítulo

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2020 | Artigo e Capítulo

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2019 | Artigo e Capítulo

Falar de autenticidade no cinema – incluindo uma autenticidade propriamente estética – implica sempre invocar algum tipo de realismo. A experiência da autenticidade apoia-se necessariamente em algum referencial realista, ou não faria sequer sentido falar de autenticidade. Mas o realismo atua de diversas formas na perceção cinematográfica. Há modos distintos de realismo que podem cruzar-se e conviver no mesmo objeto cinematográfico. Não basta, portanto, falar de autenticidade em sentido lato para descrever a relação estética do cinema com o realismo. Será necessário distinguir os diferentes modos de autenticidade aplicáveis ao cinema e aos seus géneros e regimes – a começar pelo próprio carácter intrinsecamente realista do dispositivo técnico – para que a especificidade de uma autenticidade propriamente estética possa eventualmente ser deduzida e descrita.

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2019 | Artigo e Capítulo

A problematização estética que fundamenta as discussões sobre a arte tende a ignorar a ambiguidade recorrente do conceito de sensível (quase sempre reportado diretamente à sua raiz etimológica, a Aisthesis). Na verdade, esta noção, que serve demasiadas vezes como base não problemática para o estudo da arte e dos seus objetos estéticos, é extremamente abrangente e flexível, estando implicada em diversas zonas disciplinares, metodologias e relações concetuais que seria necessário assinalar. Nestes termos, impõe-se a questão: fará sentido falar de diferentes sensologias? E, em caso afirmativo, será possível delinear os termos de uma sensologia especificamente estética? Será que a Aisthesis – a experiência propriamente estética – constitui um tipo de fenómeno especificável no interior de uma paisagem sensológica mais vasta?

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2018 | Artigo e Capítulo

Palavras-chave: cinema; real; espelhamento; narratividade; performatividade; autenticidade.

“Eis por que não há narrativa, eis por que existem tantas”.
Maurice Blanchot

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2018 | Artigo e Capítulo

Excerto: “A oposição teórica e metodológica entre o realismo e o formalismo tende a implicar e integrar toda uma panóplia de tensões dualistas: o sensível contra o inteligível, o imanente contra o transcendente, o imediato contra o mediato, a experiência contra a significação, a essência contra a aparência (ou então a existência contra a essência), o particular contra o universal, etc. Ao convidar à sintonia geral de todos estes pares dicotómicos, a oposição teórica entre o realismo e o formalismo acaba por propor uma polaridade comum. Mas rapidamente se percebe que uma tal redução não seria viável”….

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2018 | Artigo e Capítulo

A problematização estética que fundamenta as discussões sobre a arte tende a ignorar a ambiguidade recorrente do conceito de sensível (quase sempre reportado diretamente à sua raiz etimológica, a Aisthesis). Na verdade, esta noção, que serve demasiadas vezes como base não problemática para o estudo da arte e dos seus objetos estéticos, é extremamente abrangente e flexível, estando implicada em diversas zonas disciplinares, metodologias e relações concetuais que seria necessário assinalar. Nestes termos, impõe-se a questão: fará sentido falar de diferentes sensologias? E, em caso afirmativo, será possível delinear os termos de uma sensologia especificamente estética? Será que a Aisthesis – a experiência propriamente estética – constitui um tipo de fenómeno especificável no interior de uma paisagem sensológica mais vasta?

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2017 | Artigo e Capítulo

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2016 | Artigo e Capítulo

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