The Construction of Chance in Cinema: contingency figures
“Com que é que se parece o real visado pelo trabalho artístico? De que tipo de real falamos quando nos referimos a uma autenticidade ou verdade estética? Em que sentido se fala de autenticidade quando se afirma que a arte trabalha contra a narrativa, o naturalismo figurativo ou a representação? Segundo J. Epstein, “o cinema é verdade, uma história é uma mentira” (1983 [1921], p. 276); Heidegger considera que “no quadro de Van Gogh acontece a verdade” (1992 [1977], p. 44); e G. Deleuze e F. Guattari declaram que “nenhuma arte, nenhuma sensação, alguma vez foram representativas” (1992, p. 170). Se o real é o farol da autenticidade estética, inspirando os realismos da arte e, em particular, a tendência para a ocultação dos traços autorais, então impõe-se a questão sobre o que este movimento implica.”